Março Lilás: prevenção ao câncer do colo do útero exige informação e acesso facilitado à consulta médica
Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce, da vacinação contra o HPV e do acompanhamento ginecológico regular
O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, dedicada à conscientização sobre a prevenção do câncer do colo do útero, uma das doenças que mais afetam mulheres no Brasil. A iniciativa reforça a importância do exame preventivo, da vacinação contra o HPV e do acompanhamento ginecológico regular como principais estratégias para reduzir casos e mortalidade.
O câncer do colo do útero é causado, na maioria dos casos, pela infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). Apesar de ser uma doença prevenível e com altas chances de cura quando diagnosticada precocemente, ainda apresenta números preocupantes, especialmente devido à baixa adesão aos exames preventivos.
Segundo a Dra. Elida da Silva Bernardo (CRM: 74340/SP | RQE: 39713), a prevenção é clara e baseada em rastreamento adequado.
“O câncer do colo do útero não surge do nada. Ele se desenvolve a partir de fatores evitáveis, rastreáveis e preveníveis. Quando a mulher realiza o acompanhamento ginecológico regularmente, conseguimos identificar alterações antes que evoluam para um quadro mais grave”, explica.
Exames e vacinação são fundamentais
Entre as principais medidas de prevenção estão:
· Realização periódica do exame Papanicolau
· Vacinação contra o HPV
· Uso de preservativo nas relações sexuais
· Acompanhamento ginecológico regular
A médica reforça que o rastreamento deve seguir critérios bem definidos.
“O exame Papanicolau deve ser iniciado em mulheres a partir dos 25 anos que já iniciaram vida sexual. Antes dessa idade, o HPV costuma ser transitório e o organismo geralmente elimina o vírus espontaneamente, sem necessidade de rastreamento de rotina”, orienta.
Sobre a periodicidade, ela esclarece:
“O ideal é realizar um exame por ano. Após dois exames consecutivos normais, o intervalo pode passar a ser de três em três anos. O rastreamento deve continuar até os 64 anos e pode ser interrompido se a mulher não tiver histórico de lesões cervicais e apresentar pelo menos dois exames normais consecutivos nos últimos cinco anos.”
Sintomas que merecem atenção
Em estágios iniciais, o câncer do colo do útero pode não apresentar sintomas. Por isso, a realização de exames de rotina é indispensável.
A Dra. Elida alerta para sinais que não devem ser ignorados:
“Sangramento fora do período menstrual, sangramento após a relação sexual ou após a menopausa, dor pélvica persistente e corrimento vaginal anormal, especialmente com odor forte ou coloração escura, precisam ser investigados.”
Ela também acrescenta outros sinais de alerta:
“Dor durante a relação sexual, perda de peso sem causa aparente, cansaço excessivo e fraqueza também podem indicar que algo não está bem. Ao perceber qualquer alteração, a mulher deve procurar avaliação médica.”
Fatores de risco
· Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença estão:
· Infecção persistente pelo HPV (principal fator)
· Início precoce da vida sexual
· Múltiplos parceiros sexuais
· Tabagismo
· Imunossupressão
· Falta de rastreamento ginecológico
· Uso prolongado de anticoncepcionais orais
· Histórico de lesões precursoras (NIC 1, 2 e 3)
“A infecção pelo HPV é o principal fator de risco, mas existem comportamentos e condições que aumentam a vulnerabilidade. Informação e acompanhamento são as maiores ferramentas de proteção”, destaca a especialista.
Consulta online amplia acesso à orientação médica
A tecnologia tem contribuído para ampliar o acesso à saúde e facilitar a orientação profissional. Por meio da consulta online, é possível esclarecer dúvidas, receber orientações iniciais e obter encaminhamento para exames, quando necessário.
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A ampliação do acesso à informação e à orientação médica é um dos pilares para fortalecer a prevenção e reduzir o impacto da doença.